Após a sua constituição, a entidade não demorou muito para priorizar as famílias carentes da área, que em sua maioria, vivia em condições precárias: dificuldades financeiras para cumprimento de suas necessidades básicas, ausência de energia elétrica e saneamento básico. Dependiam das “latas de água”, que de vez em quando, eram fornecidas pelos vizinhos, os moradores de prédios. Diante desses fatos, a Associação de Moradores ultrapassou as barreiras existentes na moradia irregular e foi à busca de uma moradia digna com direito a melhores condições de alimentação, energia elétrica e saneamento básico.

2014

Projeto de Regularização Fundiária

 

O Projeto de Regularização Fundiária (PRF) é o motivo primordial da existência da Associação de Moradores, desde a sua fundação, no ano de 1999.

 

Após mais de quinze anos de luta, ao início de 2014, a regularização fundiária das áreas apropriadas pelas famílias carentes acompanhadas pela entidade teve seu processo iniciado.

 

Após muitas negociações, na data 10 de fevereiro de 2014, a entidade oficializou a solicitação de regularização dessas áreas, por meio de ofício à Diretoria de Patrimônio da Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (COHAB-SP).

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2004

Aprovação de Projeto para Regularização de Moradia

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Com o surgimento do Orçamento Participativo[1] no ano de 2001, os membros da Associação juntamente com Dr. Miguel e Sueli de Fátima Almeida Machado, responsável pelo planejamento estratégico do MDF – Moradores em Defesa dos Favelados – formularam uma proposta a ser votada, a qual sugeria que os Governos Estaduais e Municipais criassem um projeto específico de regularização para as numerosas áreas irregulares do Conj. Habitacional Teotônio Vilela e Promorar. A proposta foi aprovada por unanimidade e no ano seguinte a mesma foi levada para votação e novamente conseguiram-se bons resultados. A execução da regularização das áreas mencionadas foi encaminhada para o plano de obra de 2004.

2002

Saneamento Básico

 

Após a conquista da energia elétrica, seguidamente, a entidade passou a buscar por melhores condições de saneamento básico, mesmo sabendo das dificuldades que enfrentaria devido a irregularidade da área em questão. Desta vez, encaminhou o documento já utilizado na legalização da energia elétrica para Secretaria de Abastecimento do Estado de São Paulo (SABESP). Ocorreram diversas reuniões para a possível solicitação de saneamento básico. Após muitos desgastes e insistências, em meados de 2002 o saneamento básico foi disponibilizado pela SABESP.  Os moradores não precisariam mais de “latas de água”, a água limpa e tratada jorrava de suas próprias torneiras. 

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2000

Energia Elétrica

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Para a sua primeira conquista: a energia elétrica, a Eletropaulo exigiu um documento que declarasse a permanência dos moradores na área, ao contrário, ela não cederia a tão sonhada luz, pois a incerteza da estabilidade dos moradores poderia lhe ocasionar prejuízos financeiros futuros. Mais uma vez, Dr. Miguel entrou em cena, entregou um documento o qual relatava não exatamente a permanência dos moradores na área, mas referia-se ao andamento do processo da área naquela época. A Eletropaulo analisou o referido documento e após algum tempo, concedeu a regularização da energia elétrica, isso ocorreu em meados do ano de 2000.

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